Esculturas subaquáticas no mar do Caribe…

Uma belíssima manifestação artística que alguns poderiam até julgar inviável. Vale a pena conferir as imagens e, se possível, visitar. Trata-se de uma “exposição” com 450 esculturas imersas no litoral do México. O conjunto é do inglês Jason Taylor.  Matéria em http://casavogue.globo.com/LazerCultura/noticia/2012/06/mar-do-caribe-esconde-450-esculturas-de-concreto.html.

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Fluxo das emoções*

O espetáculo “Solo em água fervente”, da Cia gaúcha Caracol de Danças e Cenas, foi apresentado, nos dias 22, 23 e 24 de junho, no Teatro Dulcina, na Cinelândia. Encenado pela bailarina e arte-educadora Maria Albers, a proposta é mostrar o “fluxo das emoções no corpo, onde movimentos são interpretados e tratados como líquidos carregados de emoções”.

A apresentação chama a atenção, em seu início, pela falta de movimentação. Ambiente sombrio, e uma figura inerte, que, a princípio, parece trata-se de uma estátua, parte do espaço cenográfico. Após longos minutos, a solista inicia lentos movimentos, que lembram um processo de “descongelamento”. “Solo em água fervente” não é um espetáculo colorido, e agradável aos olhos. Todavia, não deixa de expressar a beleza da reflexão, ou seja, a dança, neste caso, convida o expectador ao raciocínio íntimo.

Com figurino cor-de-pele, sob uma espécie de capa transparente de chuva, e um cenário envolto por uma cortina incolor que é deslocada pela dançarina, além de balões suspensos e cheios d’água, pode-se pensar em tudo.

Os movimentos perpassam pela suavidade, pelo impacto e, em certos momentos, pelo contorcionismo grotesco; um vasto vocabulário, complementado pelo uso bastante razoável do espaço em cena. A parte musical foi composta por quatro canções que variavam em seus ritmos. No restante, o silêncio era o tom predominante. “Vejo a pausa como um momento de vazio. O corpo é convidado à escuta. Os fluxos internos preenchem essa pausa-vazio e ao mesmo tempo inundam o corpo de sensações e sentidos. Fomos descobrindo que os fluxos internos, mais do que ajustes, são um movimento líquido”, destacou a coreógrafa Luciana Hoppe ao blog da Companhia.

A exibição encaminha-se para a parte final com a destruição dos balões suspensos, pela dançarina, em um momento que pode ser considerado uma ira/libertação. A água lançada ao chão, tornando-o escorregadio, reserva momentos de tensão por parte dos expectadores. O deslizar agressivo, o corpo molhado e as expressões, demonstram um ápice de sentimentos que se cruzam e emoções que afloram.

A apresentação tem a classificação livre e duração de 40 min. Texto/concepção: Luciana Hoppe (coreografia) – vencedora do Prêmio Açorianos de Dança 2011, em Porto Alegre. Trilha sonora: Cristiano Oliveira e Luciana Hoppe.

“Solo em água fervente” é resultado da primeira edição do Projeto Procuram-se Coreógrafos, lançado em novembro de 2010.

 

*Breve análise realizada, originalmente, como trabalho acadêmico.

Roda Gigante…

Biquini Cavadão lança cd com músicas inéditas.

Formada por Bruno Gouveia, Carlos Coelho, Miguel Flores da Cunha e Álvaro Birita, a banda carioca Biquini Cavadão apresenta ao público, ainda este ano, o novo álbum intitulado “Roda Gigante”.

Biquini Cavadão: novo cd de inéditas

Consolidada como uma das maiores bandas nacionais, Biquini Cavadão faz parte da geração de ouro do rock brasileiro. Sucessos como “Quanto tempo demora um mês”, “Vento Ventania”, “Quando eu te encontrar”, “Impossível”, e “Tédio” fazem parte do repertório do grupo, formado em 1983.

Ao longo da carreira, o Biquini já firmou parcerias memoráveis, como as com Renato Russo e o rapper Suave em “Múmias”, Érika Martins, ex-Penélope em “Educação Sentimental II” e Papa Winnie em “Vento Ventania”. Lucas Silveira (Fresno) e Rogério Flausino (J. Quest) são as atrações convidadas neste último trabalho.

Vale lembrar que as músicas do novo cd já podem ser ouvidas nos shows e baixadas na internet.

Birita, Bruno, Miguel e Coelho