Trovador Gilvan Carneiro da Silva é homenageado em SG

O Diário da Poesia irá homenagear, no dia 09/12, às 19h, no Restaurante Sintonia Fina, o renomado poeta e trovador Gilvan Carneiro da Silva. O evento, que tem a coordenação do poeta e professor Renato Cardoso, contará com mais de 25 apresentações.

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Gilvan Carneiro: homenagem em SG (Foto: Divulgação)

Gilvan Carneiro da Silva, residente em São Gonçalo, nasceu em 20 de janeiro de 1945 na cidade de Niterói, filho de José Joaquim Pereira da Silva e Maria do Carmo Carneiro da Silva. Foi vencedor de diversos concursos de trovas em âmbitos nacionais e internacionais. É conhecido como “professor”, devido ao seu alto grau de conhecimento sobre trovas. Pertence à Academia Gonçalense de Letras e à UBT de São Gonçalo, da qual já foi Delegado e Presidente. Aposentado, arquitetura e magistério foram seus ramos de atividade. Com diversos livros publicados, o trovador passeia pela poesia, trova e prosa com tamanha maestria, digna dos grandes mestres.

Declamando as poesias do homenageado e autorais, o evento contará com a participação dos poetas José Francisco Rodrigues, Marcelo Motta, Carlos Galeno, Nereis Ribeiro, Fátima Daniel, Ivone Rosa, Mariângela Tavares, Carlos Alberto Oliveira, Kleber Marques, Walter Turbano, Jota Sobrinho, Lucia Malta, Fabio Hartmann e Renato Cardoso.

Já na música haverá a presença dos cantores Vitor Adolfo, Onofre Esteves, Letícia Medina e do Trio Os Usufrutuários e da Banda Tétrade. Além do ator Elcino Dello Carmo e do casal de bailarinos Vinicius Matos e Juliana Medina.

Serviço:
Local: Restaurante Sintonia Fina
Endereço: Avenida Presidente Kennedy, 673 – Centro – SG.
Telefone: 994736353
Entrada gratuita.

 

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São Gonçalo terá o primeiro Teatro Municipal

Prefeitura anuncia a construção, localizada no Centro da cidade.

 Na semana passada notei uma faixa estendida sobre uma movimentada rua de São Gonçalo, que chamava a atenção para as obras do futuro teatro da cidade. Estava de carro, olhada rápida, mas a animação foi instantânea.

De fato, o site do jornal Extra deu a notícia (acesse aqui!). Em 2014, a página Território Gonçalense também já indicava essa possibilidade com expectativa (veja a postagem).

Como gonçalense, espero que a ideia tenha um final feliz, pois o município necessita de ações nesse sentido. Do ponto de vista cultural, há um imenso potencial a ser explorado. São Gonçalo é um berço de músicos, atores, escritores. Merece, como tal, mais condições para a exposição de tanto talento.

Precisamos não apenas de teatros, mas de bibliotecas, museus e outros espaços de cultura e educação. Que venham muitas outras ideias (concretizadas) e que em breve possamos divulgar aqui a mais nova atração em cartaz.

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SG terá o primeiro Teatro Municipal (Foto: Reprodução)

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Área interior do teatro (Foto: Reprodução)

CBCN comemora 21 anos com exposição

O Teatro Municipal de Niterói apresenta a exposição Figurinos em Movimento – Figurinos da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói. A mostra faz parte das comemorações dos 21 anos da Companhia. Em cartaz de 03/08 a 30/09. Visitação: Sala Carlos Couto, sábados e domingos das 15 às 18h e terças a sextas das 10h às 18h .

CBCN em ação (Foto: Divulgação).

CBCN em ação (Foto: Divulgação).

Sucateamento artístico?

Será que estamos “adotando” de vez as manifestações estrangeiras e abandonando o que temos de melhor?

Antes de iniciarmos esse diálogo (pois você está livre para comentar), vamos combinar uma coisa: o termo artista será utilizado como sinônimo de quem produz significado às manifestações culturais, elevando, efetivamente, a arte. “Barulhos” e “ruídos” não fazem parte do nosso raciocínio.

Vamos a algumas reflexões. No dia 20 de março estive no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Fui motivado pelas matérias veiculadas, que enalteciam as obras de Ron Mueck. O australiano de 56 anos só não fez chover. Quase todo mundo deu uma olhada nas peças expostas. E valeu a pena. Gostei, tirei fotos, postei no Face. Mueck, como muitos outros artistas estrangeiros, merece o espaço e o carinho do público.

Falemos sobre outro nome: Renato Russo. O líder da Legião Urbana completaria 54 anos em 2014. Site lançado e muitas lembranças nas redes sociais. O primeiro semestre também marcou a volta da Rádio Cidade e matou a saudade de milhares de fãs, carentes de um veículo exclusivamente roqueiro. O mês de maio chegou com os 20 anos sem outro artista: Ayrton Senna. Sim, ele mostrou que pilotar é uma arte.

Mas qual a ligação entre Ron Mueck, Renato Russo, Rádio Cidade e Senna neste texto? Se perguntarmos quem conhecia o australiano antes da exposição do MAM, quantos levantarão a mão? Aí mora a questão central da nossa discussão: será que não estamos abraçando bem apertado os ícones estrangeiros e abandonando, ou melhor, sucateando os “desconhecidos” e “conhecidos” artistas nacionais? Será que estamos vivendo apenas de lembranças de ícones consagrados?

Por que os eventos culturais – e aí entram música, teatro, museus, bibliotecas, feiras – produzidos com suor de poucos colaboradores são tão pouco visitados? Tem muita coisa boa que não sai nos jornais. Artistas não midiáticos, escultores pouco conhecidos, eventos interessantes, bandas com som de qualidade, atores que não entram em cena antes e depois do “plim-plim”. Gente que recebe pouco e faz muito.

 

Valorização dos artistas brasileiros: eles têm o reconhecimento que merecem? (Foto: Reprodução)

Valorização dos artistas brasileiros: eles têm o reconhecimento que merecem? (Foto: Reprodução)

Há bastante a usufruir culturalmente em verde e amarelo. Onde estão as últimas músicas do Ivan Lins, Guilherme Arantes, e tantos outros? Nas rádios, dificilmente. Onde estão as peças de teatro no seu bairro? Os museus? Bibliotecas? Exposições? Aqui temos muitas perguntas e poucas respostas concretas.

Em todas as esferas, de todas as formas, brotam bons espetáculos. Com grande ou parca propaganda, nossos artistas merecem mais. Ou correm o risco de se tornearem sucata, não por eles, mas por nós.

 

Teatro “sem sair de casa”

“As Calejadas”, peça realizada em coberturas da Zona Sul do Rio, inova no formato teatral

Se você estiver passeando por Copacabana e, de longe, ouvir boas gargalhadas, saiba que o motivo é, no mínimo, inovador. “As Calejadas”, peça protagonizada pelas atrizes Ana Tavares e Marieta Meirelles, é um bom remédio para quem passa pela famosa “crise dos 30”. O espetáculo conta a história das amigas Marcela e Lívia, que se reencontram depois de longo tempo e desvendam os segredos mais íntimos, entre frustações, romances e planos. E tudo isso com bastante clareza e bom humor. As apresentações ocorrem em apartamentos e coberturas.

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“As Calejadas” (Imagem: Divulgação)

Além da inovação no ambiente onde se passa a história, outra novidade: você paga o quanto achar que vale. Segundo Marieta, o público tem respondido positivamente: cerca de 40 pessoas por apresentação. Mais um excelente programa para o seu sábado. A direção é de Neville D´Almeida.

Serviço:

Data:  Sábado, 19 de Janeiro.

Preço: O quanto vale.

Local: Rua Siqueira Campos, 178.