Vendas de fitas K7 subiram 35% nos Estados Unidos

Fitas K7: vendas aumentaram no ano passado (Foto: Reprodução)

Esta notícia não vem dos anos 80, mas as lembranças musicais daquele tempo podem virar realidade em 2018.  As famosas fitas K7 estão de volta e, desta vez, não parece apenas uma onda nostálgica. As vendas desse tipo de mídia, considerada ultrapassada até então, aumentaram 35% no ano passado, com 174 mil cópias ao todo.

De acordo com o site Diversão R7, o sucesso de vendas acontece principalmente nos Estados Unidos, impulsionado pelo filme Guardiões da Galáxia, lançado em 2014, e Guardiões da Galáxia Vol. 2, que esteve nas telas em 2017 – com a trilha sonora lançada nesse formato.

Segundo o site, o segmento está sendo explorado unicamente como forma de gerar mais negócios em produtos licenciados e dificilmente terá um resgate mais robusto como os dos discos de vinil, que têm mais investimentos de artistas e movimenta produtores e lojistas pelo mundo. Mesmo assim, um aumento na casa dos 35% é considerável.

Veja a lista das fitas K7 mais vendidas:

  1. Guardians of the Galaxy, Vol. 2: Awesome Mix Vol. 2
  2. Guardians of the Galaxy: Awesome Mix Vol. 1
  3. Guardians of the Galaxy: Cosmic Mix, Vol. 1
  4. Stranger Things, Volume One
  5. Eminem, The Eminem Show
  6. Various Artists, The Hamilton Mixtape
  7. Prince and The Revolution, Purple Rain (Soundtrack)
  8. Twenty One Pilots, Blurryface
  9. Kanye West, Yeezus
  10. Nirvana, Nevermind

As fitas K7 foram lançadas em 1963, produzidas pela empresa holandesa Philips. O formato teve seu auge entre a década 1970 e 1990, quando as vendas foram superadas pela mídia em CD. Em 1997 o áudio digital mp3 foi lançado, o que representou uma nova era de consumo musical.

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“Asas que protegem o país”: Arquivo Nacional promove exposição sobre Santos Dumont

Obras expostas no Arquivo Nacional (Foto: Reprodução/AN)

Os 110 anos do primeiro voo do Demoiselle, considerado o melhor modelo de avião criado no início do século XX, serão lembrados na exposição “Asas Que Protegem o País – Tributo a Santos Dumont”. A mostra, que conta com uma réplica da aeronave em tamanho natural, foi organizada pelo Centro de Documentação da Aeronáutica (CENDOC) em parceria com o Arquivo Nacional.

Os visitantes também poderão acompanhar um acervo inédito de fotografias de aviação premiadas no Brasil e no exterior, de Johnson Barros. As obras ficam em cartaz no Salão Nobre do Arquivo Nacional.

Em novembro de 1907 Santos Dumont concebeu o Demoiselle, um pequeno avião de 56 kg. Com a aeronave, ele fez voos em Paris e seu objetivo era que fosse fabricada em larga escala, popularizando a aviação.

“Asas Que Protegem o País – Tributo a Santos Dumont”
Data: Até 31 de janeiro de 2018
Local: Salão Nobre do Arquivo Nacional
Horário: 10h às 17h
Praça da República, 173 – Centro – RJ
Informações: cendoc@fab.mil.br
Entrada gratuita

Paço Imperial promove exposição sobre o fotógrafo Marcel Gautherot

Gautherot: fotografias em exposição (Foto: Divulgação)

Basta olhar para o antigo prédio do Paço Imperial, construído no século XVIII, para voltar no tempo. Essa imagem do passado ganha ainda mais ênfase com a exposição do fotógrafo francês Marcel Gautherot (1910-1996).

Gautherot  viveu a maior parte de sua vida no Brasil e produziu extensa documentação fotográfica sobre o país. Viajando por todo o território brasileiro, construiu uma obra de extraordinária qualidade estética nos dois domínios que privilegiou − a fotografia etnográfica e a fotografia de arquitetura.

Exposição Marcel Gautherot – Brasil: Tradição, Invenção.
Em cartaz até 20 de agosto. Entrada franca.
Local: Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48, Centro.

Após jogos olímpicos, atrações culturais movimentam área revitalizada no Rio

Quatro meses após os jogos Rio 2016, áreas como o Boulevard Olímpico continuam movimentadas. AquaRio é a novidade da zona portuária.

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OPÇÕES CULTURAIS. Áreas revitalizadas recebem turistas de vários lugares (Foto: Thiago Cirne).

A zona portuária entrou definitivamente no roteiro dos turistas que visitam o Rio de Janeiro. Grande parte desse prestígio se deve aos Jogos Rio 2016, quando cerca de 4 milhões de pessoas passaram pelo espaço.

Muitos dos que não acompanharam as partidas, exibidas em telões instalados no chamado Boulevard Olímpico, guardaram a oportunidade para depois, e, agora, frequentam o local. Mas, o que pode ser visto atualmente na Praça Mauá e em seus arredores? A resposta é simples e atende a vários gostos: food trucks, museus, feiras, passeios no VLT e a mais nova atração, o AquaRio. 

Praça XV

O slogan “Quem te viu, quem te vê” não parece exagero. Após a retirada do elevado da Perimetral, entre 2013 e 2014, a histórica Praça XV ganhou novos moldes – que acompanharam as alterações no antigo “Mergulhão”, transformado no novo túnel Marcello Alencar. Algumas mudanças paisagísticas também foram realizadas. A praça ganhou um dos pontos do VLT (ainda em fase de testes) e marcou o início do Boulevard durante os jogos. Além de passagem para quem é usuário das barcas, o local recebe corredores e skatistas. 

Pira da Candelária

Parada obrigatória para selfies durante os jogos, a pira olímpica, localizada em frente à Igreja da Candelária, permanece no local. A escultura foi instalada em uma praça, também remodelada. Outro atrativo é a proximidade do Centro Cultural Banco do Brasil.

Museu do Amanhã

Visitantes observam as exposições do Museu do Amanhã (Foto: Thiago Cirne).

Visitantes observam as exposições do Museu do Amanhã (Foto: Thiago Cirne).

Pensar em revitalização da Praça Mauá sem lembrar do Museu do Amanhã é praticamente impossível. O prédio, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, foi inaugurado em dezembro de 2015. Prestes a completar seu primeiro ano de funcionamento, a atração recebe visitantes de todo o mundo. A proposta é a conscientização sobre as mudanças climáticas e a condição do homem no mundo atual e futuro. “Após os jogos o museu continua recebendo um grande número de visitantes e isso é bastante positivo”, afirmou um funcionário do Museu do Amanhã, ressaltando ainda que a Praça Mauá também segue recebendo muitos turistas.

Mural “Etnias”

A obra de Eduardo Kobra possui 2,6 mil metros quadrados e chama a atenção pela precisão e qualidade nos desenhos. Registrar uma fotografia diante dos painéis tem ainda um significado especial: trata-se do maior grafite do mundo, de acordo com o Guinness Book.

VLT

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VLT: novo meio de transporte conquistou os turistas (Foto: Thiago Cirne).

Após um longo período de obras, a Avenida Rio Branco passou a conviver com seu novo e ilustre meio de transporte: o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). A atração é um projeto da Prefeitura da Cidade e promove a interligação da região portuária ao aeroporto Santos Dumont.  O primeiro trecho do VLT tem aproximadamente 14 km de trilhos. O segundo trecho fará a conexão entre a Central do Brasil e a Praça XV, informa o site VLT Carioca.

AquaRio

Crianças e adultos visitando um aquário marinho não é mais (apenas) cena de filme. Inaugurado em novembro, o equipamento possui 26 mil m2 de área construída e 4,5 milhões de litros de água, sendo o maior da América do Sul. Reúne 350 espécies e promove exposições sobre temas relacionados ao ambiente marinho e aquático. Um acordo com a Prefeitura garante visitas escolares gratuitas aos estudantes da rede pública municipal, mediante agendamento prévio.

 

E lá se vai a Rádio Cidade…

Logo adotada após o retorno da rádio, em 2014.

Logo adotada após o retorno da rádio, em 2014.

Neste fim de semana sintonizei o rádio do meu carro e levei um susto. A frequência 102,9 tocava, naquele momento, um “pagodinho”. Achei estranho e de início pensei ser uma brincadeira, mas a música insistiu. Ao verificar a internet, o susto se concretizou. “Fim da Rádio Cidade”.

De acordo com o site Rádio de Verdade, a Cidade enfrentou uma série de dificuldades ao manter uma programação segmentada e mais uma vez saiu do dial carioca. “Pra termos uma ideia, das 50 músicas mais tocadas nas rádios brasileiras, nenhuma é do gênero rock”, informava a página.

A Rádio Cidade entrou no ar em 1977 e foi extinta em 2006. Retornou em 2014 depois que a Jovem Pan deixou vaga a frequência, fazendo com que vários músicos e fãs lançassem uma campanha para seu retorno. Agora a rádio passará a funcionar exclusivamente pela internet.

Logo adotada nos anos 2000.

Logo utilizada nos anos 2000.

Obviamente, cabe destacar que todos os gêneros musicais fazem parte de nossa cultura, que é, essencialmente, plural. E, por essa razão, o dano parece bastante simbólico. Os fãs de rock ficam, mais uma vez, sem alternativas quando o assunto é rádio. Uma pena.

Ainda dá tempo de voar…

Após três décadas, o Circo Voador retorna ao seu local de origem: Arpoador, na Zona Sul do Rio. Organizada por grupos de teatro na década de 80, a lona, atualmente, faz parte do cenário cultural da Lapa, Centro.

Mesmo com “residência fixa”, os fãs de música e outras artes poderão visitar o espaço remontado de hoje (12/06) até domingo (14/06).

A programação é gratuita. Os interessados deverão retirar uma senha a partir das 14h.

Circo Voador, na Lapa (Foto: Reprodução)

Circo Voador, na Lapa (Foto: Reprodução)

Circo Voador na década de 80: Arpoador foi seu primeiro endereço (Foto: Reprodução)

Circo Voador na década de 80: Arpoador foi seu primeiro endereço (Foto: Reprodução)

Bom Jardim ganha Museu

Bom jardim

O museu foi instalado na antiga sede da Fazenda (Foto: Reprodução)

O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro publicou nesta segunda-feira (18/05) uma matéria sobre a inauguração do Museu de Bom Jardim, na Região Serrana.

De acordo com a publicação, o Museu Fazenda Luiz Correa da Rocha Sobrinho e o Centro Pró-Memória Manoel Erthal foram instalados em um antigo casarão, que funcionou como sede da Fazenda Bom Jardim.

Na construção, que data do fim do século XIX, foi criado o distrito de Bom Jardim que, posteriormente, se tornou cidade. O acervo conta com jornais do século XIX e fotografias da região. O material será digitalizado e disponibilizado ao público.

Passaporte dos Museus Cariocas: iniciativa faz parte das comemorações aos 450 anos da cidade

Cerca de 40 museus podem ser visitados gratuitamente. Convênio é uma parceria entre Prefeitura e Instituto Brasileiro de Museus

Thiago Cirne

RIO – As comemorações pelos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro continuam. A Prefeitura, através do Comitê Rio450, e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) firmaram em abril um convênio que oferece aos interessados gratuidade em 43 museus e centros culturais.

Segundo o portal do Instituto, o Passaporte oferece acesso aos museus cariocas, em determinados dias da semana, ou a obtenção de descontos nos ingressos. As informações sobre os museus participantes constam no próprio passaporte. Não é necessário ser carioca ou fluminense para utilizar o documento.

A tiragem inicial de 50 mil unidades foi totalmente entregue com a previsão de que se esgotasse rapidamente, ainda no mês de abril. Uma nova tiragem já está sendo estudada pelos idealizadores.

Os pontos de distribuição foram: Museu Nacional de Belas Artes, Museu da República, Museu Imperial, Museu de Arte do Rio, Museu Aeroespacial e Centro Cultural Banco do Brasil.

 

Passaportes foram distribuídos em abril (Foto: reprodução)  

Passaportes foram distribuídos em abril (Foto: reprodução)

O Passaporte tem validade até o último dia de 2015. Durante a visita, o documento recebe um carimbo que registra a gratuidade (uma única vez em cada museu).

Vale lembrar que instituições como Centro Cultural Banco do Brasil e Biblioteca Nacional já mantêm atividades gratuitas (como exposições e visitas) mesmo sem o Passaporte.

 

Com belas imagens, fotógrafo une registros antigos e atuais do Rio

Augusto Malta teve seu nome marcado entre os mais importantes fotógrafos brasileiros. Atuou como responsável pelos registros imagéticos oficiais do Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Malta documentou diversas transformações ocorridas à época da gestão de Pereira Passos, no início do século XX.

Algumas de suas imagens foram mescladas com as do fotógrafo e designer Marcello Cavalcanti. Explorando os mesmos ângulos, com panorama atual, Marcello consegue trazer à memória um Rio que apaixona pelo seu passado e presente.

Como introdução às fotografias, um breve soneto:

Soneto Introdutório
Osvaldo Orico

Depois de ver os mundos que criara,
Cheios de força, cheios de esplendor,
Deus, em certa manhã formosa e clara,
Não bastando ser Deus, fez-se pintor.
Quis dar à vida outro primor,
E com as tintas que o Éden pintara,
Pôs em quadro de cumes e de cor
A curvatura azul da Guanabara.
É assim, oh!, viandante deslumbrado!,
Que vês, de longe, sobre o Corcovado,
O criador em sua pintura estranha;
E miras rutilante de beleza,
Cristo desabrochar da Natureza,
Como um lírio de luz sobre a montanha.

Imagens mescladas do Rio  (Foto: Augusto Malta e Marcello Cavalcanti)

Imagens mescladas do Rio (Foto: Augusto Malta e Marcello Cavalcanti)

Rio antigo e atual  (Foto: Augusto Malta e Marcello Cavalcanti)

Rio antigo e atual (Foto: Augusto Malta e Marcello Cavalcanti)

Arcos da Lapa  (Foto: Augusto Malta e Marcello Cavalcanti)

Arcos da Lapa (Foto: Augusto Malta e Marcello Cavalcanti)