Passarinho, Passará

Espetáculo homenageia autor gonçalense

O grupo Diário da Poesia presta homenagem ao escritor Décio Machado com o espetáculo “Passarinho, Passará”, no Restaurante Sintonia Fina. O evento acontece no dia 06 de março, às 19:30 e contará com a participação de vários artistas, além do próprio escritor.

Décio nasceu em São Gonçalo, RJ, onde ganhou destaque como romancista e artista plástico. Entre suas obras estão os livros Zé Malleta, Adaflor e Passarinho Passará. Entrada Franca.

Mais informações no site renatocardoso82.wix.com/diariodapoesia.

 

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Paquetá, RJ: ações culturais são bem-vindas!

Irei compartilhar informações de grande interesse sob vários aspectos, dentre os quais, o cultural. Li há pouco a matéria intitulada “Ilha de Paquetá é opção para quem quer fugir dos imóveis caros e engarrafamentos do Rio”, publicada na página de O Globo.

Segundo a reportagem, em breve o bairro poderá ser movimentado por eventos na área de cultura, pois grupos interessados já estão procurando se estabelecer no local. Visitei a Ilha em outubro. Gostei, mas faltou algo. “Antigamente tínhamos muitos eventos por aqui. Fui a muitos bailes e festas”, disse um morador antigo.

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Paquetá: ações culturais devem movimentar o bairro (Foto: Reprodução)

As ações culturais, se efetuadas sistematicamente, tornarão o lugar ainda mais atrativo. Música, livros, peças… A Ilha de Paquetá merece. Veja o texto assinado por Taís Mendes em http://oglobo.globo.com/rio/ilha-de-paqueta-opcao-para-quem-quer-fugir-dos-imoveis-caros-engarrafamentos-do-rio-11785244

Hora de sair da rede?

Há algumas semanas presenciei uma cena intrigante e bastante representativa. Duas jovens de aproximadamente 33, 34 anos olhavam atentamente a tela de um celular. Eu estava ao lado e percebi que conversavam em alto som sobre as postagens de uma terceira garota, em uma rede social. Mesmo cercadas por várias pessoas (todos esperando a barca rumo ao Centro do Rio de Janeiro) não se importaram e, “tomando conta da vida alheia”, comentavam avidamente sobre a “fulana”. Aqui, o sentido de comentar não era o de escrever sobre, e sim o de verbalizar.

Fiquei pensando: “até que ponto vale a pena participar de redes sociais?”. É óbvio que muitos irão pensar na impossibilidade de viver o século XXI longe delas. Mas será que essa premissa é verdadeira? Estamos obrigados a aderir à ditadura digital para sermos completos e aceitos em grupo?

Por mais que utilizemos os recursos de filtragem para marcações, comentários e outras ações, participar da rede pode ser sinônimo de expor-se, querendo ou não. Certamente você ou algum amigo já travou uma discussão com a namorada mais ou menos nesses termos: “Você não quer mostrar que está em um relacionamento sério comigo?”. Aposto que já ouviu algo parecido.

Não quero debater sobre as coisas boas que essas redes oferecem. A cegueira seria uma ignorância. Divulgar, trocar informações, compartilhar, curtir, usar as redes sociais como fontes de informação (cada vez mais crescentes) tem um peso inédito e positivo. Mas você não estará sozinho caso sinta aquele desejo de desconectar-se e retornar à simplicidade do dia a dia. Um tempo longe das notificações pode ser uma boa para quem quer relaxar.

Redes Sociais: até que ponto vale a pena participar? (Foto: reprodução)

Redes Sociais: até que ponto vale a pena participar? (Foto: Reprodução)

Existe o grupo dos resistentes (não às funcionalidades da vida digital, mas sim aos exageros e ao sufocamento da web) que está trocando as horas coladas à tela pela leitura de mais um livro, por exemplo; gente que não esquenta para o último modelo de Smartphone e que lembra que telefone não precisa, necessariamente, ter dezenas e dezenas de funções e aplicativos.

Não se ache um E.T. digital se você não está a fim de viver esse ritmo acelerado, decretado não sei por quem, não sei quando. Ninguém que esteja “on” precisa saber das coisas que você faz, dos relacionamentos que assume, dos que rompe, da data em que você casou, do desapontamento pelo qual tem passado, dos seus planos, da quantidade de filhos etc. – ao menos que seja concedida por você a permissão e autorização para que saibam. O controle e o equilíbrio sobre as publicações são bem-vindos. Mas saiba: tem gente que se ocupa, quase que como uma Ciência, em observar o que você está fazendo. Infelizmente é assim.

Também não precisa enclausurar-se como bicho do mato. A melhor opção pode ser a harmonia entre a vida digital e a vida real, sabendo que a mais valiosa e que deve ser respeitada é aquela que nos difere de todos os outros seres, justamente por nos oferecer a faculdade do entendimento, a ponto de concluirmos sobre aquilo que nos proporciona bem estar e nos faz curtir verdadeiramente o que é bom.

 

 

Praça XV: um “simples” passeio que pode surpreender

Hoje passei pela Praça XV com um pouco mais de calma. Há alguns anos não tinha a oportunidade de caminhar por ela com certo grau de tranquilidade. Na verdade, não me lembro de ter essa experiência em dias de trabalho e estudo.

Penso que esse espaço é simbólico. Quando somos crianças e olhamos para a imensidão da Baía de Guanabara e para os prédios históricos ao redor, não entendemos o peso cultural que as construções representam. Quando somos adultos, imersos no cotidiano agitado, simplesmente não temos tempo. “Tô com pressa”, alerta a nossa mente. É assim que funciona para boa parte dos cariocas e fluminenses. Mas é bom parar, respirar e contemplar a paisagem, mesmo que por um breve instante.

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Monumento a D. João VI (Foto: Thiago Cirne/Index Cultural)

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Estátua de João Cândido, líder da Revolta da Chibata (Foto: Thiago Cirne/Index Cultural)

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Vista da Baía de Guanabara (Foto: Thiago Cirne/Index Cultural)

Vegetação (Foto: Thiago Cirne/Index Cultural)

Vegetação ladeando a Estação das Barcas (Foto: Thiago Cirne/Index Cultural)

Últimos pilares da Elevado da Perimetral (Foto: Thiago Cirne/Index Cultural)

Últimos pilares do Elevado da Perimetral (Foto: Thiago Cirne/Index Cultural)

Rock e Internet

RESUMO

 O presente trabalho objetiva apresentar algumas considerações sobre as mudanças no mercado fonográfico nos últimos anos e a maneira como algumas bandas de pop rock nacional têm atuado frente a essas alterações. Delimita-se, como objeto de estudo, o caso do grupo Biquini Cavadão, formado em 1983, no Rio de Janeiro. As novas tendências informacionais afetam o modo de produção e divulgação dos conteúdos musicais, uma vez que a velocidade com que eles são disseminados apresenta grande diferença, se comparada aos anos 80, 90 e início dos anos 2000, embora haja um segmento de consumo para os antigos formatos. Com o pioneirismo do Biquini Cavadão no uso de sites na internet, abrem-se as portas para outras bandas, que passam a elaborar suas páginas para acesso e interação com fãs, além de experimentarem formas alternativas de divulgação de seus trabalhos.

Leia mais… Primeiros passos e as tendências na disseminacao de conteúdos musicais na web – o caso do grupo Biquini Cavadao

A Música em “Onde andará Dulce Veiga?”

A narrativa de Caio Fernando Abreu apresenta uma imersão, dentre vários mundos, ao da música. Letras, trechos, canções, moda, ambientes e personagens (reais ou não) integram o romance, levando o leitor a um contexto quase que “de bastidores”. Como ressalta José Geraldo Couto no prefácio da obra, a “Dulce Veiga do romance é, em grande medida, uma aparição, um fantasma, uma projeção”. Projeta-se um universo de temas (não somente o de Dulce, importante cantora desaparecida), mas aquele encontrado no dia a dia da banda “Vaginas Dentadas” e que permeia o cotidiano do jornalista-personagem.

O livro, dedicado à memória da cantora Nara Leão, mostra um verdadeiro rol de grandes nomes da música nacional e internacional, que, por vezes, suscita o leitor à dúvida: “E este personagem? É real ou imaginário?”.

Caio Fernando Abreu (Foto: divulgação)

Um bom exemplo que salienta a atmosfera pela qual a história é tomada:

 O motorista japonês tentou puxar conversa, mas respondi com um grunhido, ele desistiu depois de comentar que ia cair a maior água. Afastei o banco para trás, estendi as pernas, abri mais o vidro. Ele ligou o rádio, rezei para que não sintonizasse num daqueles programas com descrições hiper-realistas de velhinhas estupradas, vermes de sanduíches, chacinas em orfanatos. De repente a voz rouca de Cazuza começou a cantar.

Para Cesar Garcia Lima Caio Fernando Abreu

 À maneira de autores da metaficção historiográfica, que se apropriam do factual para criar caracteres e tramas fictícias, escolhe como um mote da narrativa uma canção “dos anos 40 ou 50”, composta na verdade por Custódio Mesquita e Mário Lago em 1938 e sucesso na versão de Orlando Silva, conhecido como “o cantor das multidões”. No texto, a canção aparece pertencendo a Dulce Veiga. Assim, o escritor gaúcho adentra uma ainda pouco explorada face do encontro da música popular brasileira e a literatura, dessacralizando essa última como arte. A canção “Nada Além”, como pretexto, transforma-se em estratégia atemporal de sobrevivência […].

“Onde andará Dulce Veiga”, de Caio Fernando Abreu (Imagem: divulgação)

Uma parte significativa da história acontece no esquema de “fundo musical”. O autor explora esse artifício, como nos seguintes trechos:

Do fundo do bar vinha uma música de percussão primitiva, tambores na selva, repetindo qualquer coisa como Bob Marley pra sempre estará no coração da raça negra.

Das caixas de som colocadas ao alto saía uma música tão familiar que custei a reconhecer Ray Conniff.

Um breve levantamento pode revelar uma combinação no cruzamento de personagens reais e fictícios durante a narrativa. Delimita-se neste caso apenas aqueles que desempenhem o papel de cantores ou músicos dentro da cronologia das ações:

PRINCIPAIS PERSONAGENS CITADOS (ÂMBITO MUSICAL)

NOME

DESCRIÇÃO

COLOCAÇÃO NA HISTÓRIA

Dulce Veiga

Cantora

Principal

Márcia Felácio

Filha de Dulce Veiga e vocalista

Principal

As Vaginas Dentadas

Banda de rock liderada por Márcia

Secundários/coadjuvantes

Orlando Silva

Cantor carioca nascido em 1915. Considerado um dos maiores artistas da primeira metade do séc. XX

Citado

Pepito Moraes

Pianista de Dulce Veiga

Secundários/coadjuvantes

Nara Leão

Cantora brasileira conhecida como “musa da Bossa Nova”

Citada

Bob Marley

Cantor, guitarrista e compositor jamaicano. Ícone do reggae

Citado

Lou Reed

Cantor, guitarrista e compositor norte-americano. Eleito como um dos maiores guitarristas de todos os tempos pela revista Rolling Stone

Citado

Ray Conniff

Músico norte-americano, considerado precursor do estilo musical Easy Listening.

Citado

Elis Regina

Considerada por muitos críticos, comentadores e outros músicos a melhor cantora brasileira de todos os tempos

Citada

Nana Caymmi

Cantora de grande destaque no cenário nacional. Filha do músico Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris

Citada

Bola de Nieve

Nome artístico de Ignacio Jacinto Villa Fernández, cantor, pianista e compositor cubano

Citado

Mozart

Influente compositor austríaco do chamado “período clássico”

Citado

Dalva de Oliveira

Grande sucesso na primeira metade do séc. XX. Considerada a “Rainha da Voz” ou “Rouxinol brasileiro”

Citada

Maria Bethânia

Segunda cantora feminina em vendagem de discos do Brasil e a de maior vendagem da MPB: 26 milhões de cópias

Citada

Gal Costa

Estreou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros, o espetáculo Nós, por exemplo (22 de agosto de 1964), que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador.

Citada

Carmem Miranda

Cantora e atriz luso-brasileira.[nota 1] Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950.

Citada

Dados biográficos: Wikipédia.

Em muitos momentos, Caio Fernando, através de uma descrição detalhada, provoca uma observância de traços marcantes, como no trecho:

 Aquela voz de vidro muído, áspera e aguda, girando dentro de um liquidificador, nem feia nem desafinada, mas incômoda na maneira como ocupava o cérebro da gente, aquela voz que, independente do que cantasse, dava a impressão de sair do fundo de ruínas atômicas, não as ruínas falsificadas daquele cenário de papelão, mas as de Hiroshima […]

Onde andará Dulce Veiga? promove um reencontro com personalidades da música, percorrendo, assim, épocas distintas, estilos diferentes, abordagens que levam a ficcção a dar as mãos com o real. Como bem inicia a história com a frase “Eu deveria cantar”, finaliza o romance com um brado, um desabafo, uma espécie de libertação: “E eu comecei a cantar”.

Ensaio de um dia (in)feliz

Hudson Eygo – Acadêmico de Psicologia do CEULP/ULBRA. Voluntário do (En)Cena Saúde Mental em Movimento e Colunista do Blog Psicoquê? Ajudando a Construir a Psicologia.

Há todo momento estamos nos reinventando. A cada segundo uma nova descoberta, repleta de novas verdades. E no mesmo instante em que são descobertas, as respostas deixam de ter seu valor. O limite espaço temporal se tornou obsoleto…

Leia Mais… Ensaio de um dia (in)feliz

Encontro Nacional de Acervo Raro chega a sua 10ª edição

Gestão de acervos raros em debate (Imagem: Google)

O ENAR  – Encontro Nacional de Acervo Raro acontece entre os dias 7 e 8 de novembro, na Fundação Biblioteca Nacional, e comemora sua 10ª edição com a temática “Critérios de Raridade de Acervos Raros e Especiais”. Realizado pelo Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras – PLANOR, da Fundação Biblioteca Nacional brasileira, o encontro busca discutir a realidade dos acervos raros existentes no país, bem como a troca de experiências entre profissionais curadores destas coleções. O evento é gratuito.

Local: Auditório Machado de Assis (Rua México, s/nº – Centro – Rio de Janeiro). Mais informações pelo e-mail planor@bn.br ou pelo telefone (21) 3095 3891.

Crônica

Canção a dois

O vento corta a noite em chamas que ainda não se iniciou. Não pela falta da música ou pela coragem. Não pelos sussurros que ainda podem acontecer. Mas a chama dessa noite há de trazer combustão ao corpo que se apressa para queimar.

Os discos foram postos, lado a lado, um a um. Ainda é possível escolher o toque que irá embalar a noite. Ainda é possível a alteração, a mudança, o voltar atrás.

Mas não! Quero esse encontro. Almejo a esse momento pelos longos e cansados dias da minha vida. Os mais altos sonhos foram desenhados sob essa hora. Os ponteiros do relógio foram feitos para esse segundo a mais, vital e venenoso ao ser humano.

A terra seca, que recebe a chuva e se transforma em lama; o tempo que revela quem somos, com as marcas nem sempre desejadas. A música toca, como canção que não se quer escutar, cujos ouvidos são abertos à força. A faca que rasga a pele e faz escorrer o verme dos erros e dos acertos. Tudo está ali, flutuante e invisível, como as sete notas. A canção que revela oferece o medo e o alívio. A vida e a morte. O antes e o depois.

A esperada companhia fala comigo. De longe, talvez. Pondera que não deseja vir, que, quem sabe, será um erro. Insisto, choro, grito. Escancaro o peito e confesso como é importante para minha existência. De exausto, deito-me no sofá. Olho para o teto e as multiformas nas quais ele se transforma. De anjos a monstros, de paraísos a sepulturas. Passam-se algumas horas. Duas ou três. A mesma canção toca novamente. Sem esperanças, batem à porta. Apresso-me a atender. Ela está aqui. Peço que entre. Finalmente minh’alma chegou. E agora, finalmente, beberemos o amargo café dos imortais.

Imagem: Google

 

Seminário sobre Informação e Documentação Jurídicas discute tendências

O 3º SNDIJ (Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas) chega ao fim apresentando discussões e propostas

Brasília, DF – O auditório da Câmara Legislativa foi palco, entre os dias 17 e 19 de setembro, de 16 palestras sobre assuntos diversificados, à luz do tema “Informação Jurídica: produzindo, gerindo, disseminando”. O evento teve como objetivo discutir as mudanças pelas quais as áreas de Informação e Documentação têm passado, em função das novas tecnologias e formatos digitais para publicações.

Edilenice Passos (Foto: Elvio Gasparotto)

Confira a íntegra da entrevista concedida por Edilenice Passos, bibliotecária do Senado Federal desde 1982, coordenadora do Comitê Gestor do Projeto LexML e coordenadora do SNDIJ, ao IndexCultural.

IC: Como nasceu o SNDIJ? Quais as motivações para a criação deste evento?
EP: A iniciativa foi da presidente da ABDF (Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal), Iza Antunes, em 2007. O desejo era ter um Seminário que pudesse discutir ideias e no mesmo ano houve a primeira edição. Participo como coordenadora desde então.

IC: Como tem sido o apoio ao evento?
EP: Mesmo sendo um evento ainda pequeno, há o apoio dos patrocinadores e bibliotecários. Neste último encontro 29 pessoas se envolveram. Tivemos ajuda do pessoal de Brasília e de outros Estados, principalmente colaborando na divulgação através das Redes Sociais, como o Facebook.

IC: Quais as principais novidades desta 3ª edição?
EP: É a primeira vez que o SNDIJ conta com um palestrante estrangeiro. Além disso, o programa está mais robusto. Incluímos visitas técnicas e informações turísticas.

(Foto: Elvio Gasparotto)

IC: Existe a ideia de sediar o Seminário em outros Estados?
EP: Existe. Há uma instituição em São Paulo, mas não posso divulgar o nome (risos). A ideia é mudar de local, com outras formas de organização. A mudança é benéfica.

IC: Já podemos dizer que todos os Estados brasileiros foram representados nas edições do SNDIJ?
EP: Ainda é uma meta. Tivemos 21 unidades em 2012. O objetivo é contar com a participação de mais arquivistas, estudantes, etc. Mas 95% do público foi composto por bibliotecários.

IC: Durante o evento foi anunciada a sua aposentadoria. Você já pensa em outros projetos ou será uma aposentadoria total?
EP: Vou continuar com atividades apenas via internet, como pesquisas e o site Infolegis. Meu marido e eu pretendemos morar no exterior e aproveitar nossa família.

IC: Quem assumirá a organização do próximo SNDIJ?
EP: Quando eu fiz o primeiro disse que seria o último (risos)… Mas a ABDF poderá assumir. Há profissionais muito competentes para essa função.

3º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas (Foto: Thiago Cirne)

IC: O que a Biblioteconomia jurídica oferece de mais promissor aos profissionais? Há algum diferencial com relação a outras áreas de gestão?
EP: Não conheço detalhadamente outras áreas, mas posso dizer que na Biblioteconomia jurídica há muito o que se fazer ainda. Pode-se atuar em áreas que vão desde linguagem documentária a padronizações. O salário também é um diferencial.

IC: Existe algum projeto que vise à publicação de todo o conteúdo das 3 edições do SNDIJ?
EP: Os eventos têm seus Anais, mas uma publicação que reúna todos os artigos é uma ótima sugestão.

IC: Após 30 anos de colaboração à Biblioteconomia, como você define a profissão?
EP: Acho que pode ser definida como engajamento e criatividade.