Niterói se torna point de skatistas

Quem passa pelo bairro de São Francisco, em Niterói, já está se acostumando a conviver com centenas de skatistas que frequentam o local semanalmente. Há cerca de um ano, a inauguração de um skatepark no bairro chamou a atenção de fãs do esporte.

A iniciativa, claro, foi bem vista. Além de ponto de encontro, a inauguração emocionou os skatistas da região: “Esse skatepark foi uma grande conquista e só foi possível porque finalmente tivemos uma abertura com a prefeitura. A inauguração foi um dos momentos mais marcantes da minha vida”, disse Guilherme Bettamio, presidente da Associação Niteroiense de Skate (ANS), ao jornal O Dia.

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Niterói ganhou duas áreas para a prática do skate (Foto: reprodução)

Parece que a moda está “pegando”. Em novembro de 2015, outro espaço semelhante também foi aberto: o SkatePark do Horto do Fonseca, na mesma cidade. Na ocasião, Niterói comemorava 442 anos e a área de lazer foi recebida com grande comemoração. Também não é para menos: o SkatePark é considerado o terceiro maior da América Latina.

Outro local que costuma atrair skatistas nos fins de semana é o Teatro Popular Oscar Niemeyer. Com espaço aberto e convidativo à prática do esporte (principalmente para quem gosta de longboard), o número de visitantes é considerável. Ao que tudo indica, a cidade deve assumir o papel de protagonista para a tribo do SK8.

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CCBB promove a exposição “ComCiência”

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Exposição da artista Patrícia Piccinini acontece no RJ (Foto: Divulgação/CCBB)

Parada obrigatória para os amantes das artes, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta ao público mais uma mostra que promete ser destaque no calendário cultural do Rio de Janeiro.

ComCiência trata a questão das mutações genéticas por meio de figuras grotescas, mas com caráter afetuoso. As obras são da artista australiana Patrícia Piccinini, com curadoria de Marcello Dantas.

Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro.
De 27/04 a 27/06. Entrada Franca.
Senhas distribuídas até às 20h.

A bola da vez

Na onda da Copa do Mundo, o Centro Cultural Correios apresenta a exposição “Arte Naïf – A Bola da Vez”. Momentos importantes da seleção Brasileira na competição são retratados através de aproximadamente 80 obras, de 38 pintores.

Relembrando as campanhas vitoriosas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, a mostra conta ainda com atividades para o público, como visitas guiadas e oficinas. Entrada franca.

Visitação: Até 27 de julho, terça a domingo, das 12 às 19h.
Local: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro – RJ
Contato: (21)2253-1580

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Artistas de diversas regiões mostram a alegria do futebol em suas telas (Divulgação).

Cadê meu Maracanã?

Conheci o estádio do Maracanã na década de 90. Não me lembro ao certo se em 92 ou 93. Do que me recordo? Flamengo 3 x 1 Goiás. E também não me lembro de muitos detalhes. Eu era um menino, visitando um “monstro de concreto” (que, obviamente, não me assustava, porém impressionava). Perguntava ao meu pai: “Onde está a bola?”. Acho que fomos “de cadeira”. No mais, a lembrança do meu saudoso avô, o velho Oswaldo, que nos acompanhou naquele dia.

Lá para 2000 eu retornei. Flamengo x América. Deu Mengão com gol de Pet. Até 2013 foram 5 ou 6 visitas ao estádio. Em nenhuma tive o privilégio de torcer com 150, 180 mil pessoas. Mas não importa. Era o Estádio Jornalista Mário Filho. Era o Maraca. Tudo bem que foram pucas vezes, mas em todas, um romance. O romântico e cultural Maracanã.

Maracanã no antigo formato (Foto: divulgação)

2013 foi uma porrada. Porrada na cultura do “torcer”. A FIFA torceu-re-torceu aquele monstro com seu tão aclamado padrão. Não me atrevo a decretar se foi/será ruim ou não. O fato é que a carteira de identidade do torcedor mudou com as reformas para a Copa do Mundo.  Até já rolou a das Confederações. Público bem diferente por sinal (assisti aos jogos pela TV). Nada de “banguelos”, nada do cabeludo com terço nas mãos, nada (ou quase nada) de não-brancos. Cadê o cara que rala em São Gonça? Cadê o universitário duro-pakas da Uerj? Cadê o morador da favela? Cadê o estudante da escola pública? O Maraca definitivamente mudou. Em quais sentidos? Não sei. Ainda é cedo para uma análise sólida. Mas fica a pergunta: esses torcedores voltarão? Teremos mais uma vez, na essência, o nosso Maraca? Torcer sentadinho, como em um teatro, é próprio de nossa cultura? Vamos esperar sentados para ver. Quem sabe um sobretudo europeu, nesse inverno, caia bem.

Novo maracanã