Passaporte dos Museus Cariocas: iniciativa faz parte das comemorações aos 450 anos da cidade

Cerca de 40 museus podem ser visitados gratuitamente. Convênio é uma parceria entre Prefeitura e Instituto Brasileiro de Museus

Thiago Cirne

RIO – As comemorações pelos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro continuam. A Prefeitura, através do Comitê Rio450, e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) firmaram em abril um convênio que oferece aos interessados gratuidade em 43 museus e centros culturais.

Segundo o portal do Instituto, o Passaporte oferece acesso aos museus cariocas, em determinados dias da semana, ou a obtenção de descontos nos ingressos. As informações sobre os museus participantes constam no próprio passaporte. Não é necessário ser carioca ou fluminense para utilizar o documento.

A tiragem inicial de 50 mil unidades foi totalmente entregue com a previsão de que se esgotasse rapidamente, ainda no mês de abril. Uma nova tiragem já está sendo estudada pelos idealizadores.

Os pontos de distribuição foram: Museu Nacional de Belas Artes, Museu da República, Museu Imperial, Museu de Arte do Rio, Museu Aeroespacial e Centro Cultural Banco do Brasil.

 

Passaportes foram distribuídos em abril (Foto: reprodução)  

Passaportes foram distribuídos em abril (Foto: reprodução)

O Passaporte tem validade até o último dia de 2015. Durante a visita, o documento recebe um carimbo que registra a gratuidade (uma única vez em cada museu).

Vale lembrar que instituições como Centro Cultural Banco do Brasil e Biblioteca Nacional já mantêm atividades gratuitas (como exposições e visitas) mesmo sem o Passaporte.

 

Passarinho, Passará

Espetáculo homenageia autor gonçalense

O grupo Diário da Poesia presta homenagem ao escritor Décio Machado com o espetáculo “Passarinho, Passará”, no Restaurante Sintonia Fina. O evento acontece no dia 06 de março, às 19:30 e contará com a participação de vários artistas, além do próprio escritor.

Décio nasceu em São Gonçalo, RJ, onde ganhou destaque como romancista e artista plástico. Entre suas obras estão os livros Zé Malleta, Adaflor e Passarinho Passará. Entrada Franca.

Mais informações no site renatocardoso82.wix.com/diariodapoesia.

 

2015 de cultura!

Gostaria de desejar aos leitores do IndexCultural um 2015 repleto de manifestações culturais e criações artísticas! Poesias, livros, filmes, músicas, exposições e espetáculos estejam em nossa pauta, com data marcada em nossas agendas!
Para começar, um resumo de alguns eventos:

Centro Cultural Banco do Brasil-RJ
Exposição “O Banco do Brasil e sua história”.
De 01/01 a 31/12.

Cinema – “Melhores Filmes do Ano”
As dez melhores produções de 2014, apontadas pelos integrantes da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro.
De 07/01 a 26/01.

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Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução).

 

Fundação Biblioteca Nacional
Exposição “Geo Grafía: A escrita e a leitura da Terra no livro raro”.
Mostra do acervo da Divisão de Obras Raras.
Até 06/02.

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Salão da Divisão de Obras Raras da BN (Foto: Divulgação)

 

Música
Natiruts e The Wailers com Julian Marley.
Na Lapa, dias 9 e 10/01.

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Julian Marley, um dos filhos de Bob Marley (Foto: Reprodução).

 

Leitura em movimento

Estudante de Biblioteconomia ajuda a promover a leitura através de projeto

RIO – O Projeto Bibliotecas sem Paredes, organizado pelo graduando Carlos Farias, mostra que promover o acesso aos livros pode ser algo menos complicado do que se imagina. A fórmula é simples: uma praça, uma banca e livros. Carlos é estudante do curso de Biblioteconomia da UNIRIO e gerencia o projeto ao lado da executiva Patrícia Chamon. O principal local de atuação do Bibliotecas sem Paredes e a feira “Desapegue-se”, que acontece mensalmente no bairro do Grajaú, Zona Norte do Rio.

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Carlos promove o acesso à leitura através do projeto (Foto: Divulgação/Biblioteca sem Paredes)

Patrícia e Carlos

Patrícia Chamon e Carlos Farias (Foto: Divulgação/Biblioteca sem Paredes)

Além da parceria com Patrícia, Carlos destaca outra iniciativa, que tem ganhado força: “Nós também inauguramos o primeiro Ponto do Livro na cidade do Rio de Janeiro, numa parceria com o Pedro Ivo, criador do projeto em Minas Gerais e o movimento Anitcha, que tem sede no Grajaú”. Os exemplares são disponibilizados em um ponto de ônibus e a leitura é livre.

“O Alienista” em versão simplificada: erro grotesco ou uma grande sacada?

Nesta última semana um dos assuntos mais discutidos nos veículos culturais é a nova edição de “O Alienista”, de Machado de Assis, que será lançada em junho. O foco em debate trata da linguagem utilizada, adaptada pela escritora Patricia Engel, para um vocabulário mais atual. O projeto contou com o apoio da lei de incentivos fiscais. Há ainda patrocínio para a versão de “A Pata da Gazela”, de José de Alencar.

Machado de Assis (Foto: Reprodução)

Machado de Assis (Foto: Reprodução).

A tiragem de 600 mil exemplares será distribuída, mas nem todos estão de acordo com a novidade. Um dos problemas é detectado pelo especialista em Literatura, João Cezar de Castro, em artigo publicado no site do Estadão/Cultura:

“Por exemplo, Machado escreveu ‘sagacidade’. Pois bem: a equipe coordenada pela escritora ‘traduziu’ o vocábulo para ‘esperteza’. O absurdo do procedimento praticamente dispensa comentários. ‘Esperteza’ evoca o célebre jeitinho brasileiro e seu sentido nada tem a ver com o contexto das quatro ocorrências da palavra na obra”, comenta.

Com a popularização das redes sociais, educadores questionam os impactos da forma abreviada – e muitas vezes errada – pela qual estudantes se comunicam. Esse fato é percebido no dia a dia das salas de aula e nos processos seletivos como vestibulares e ENEM. Fica a pergunta: vale a pena “sacrificar” a riqueza do texto original do autor?

Pelo visto, a discussão está longe de terminar.

Livros a preços populares

Projeto da Imprensa Oficial oferece livros que custam em média 2 reais

A discussão sobre o preço dos livros no Brasil não é nova. Embora livreiros, editores e outros especialistas apontem diferentes motivos para os altos custos, grande parte dos consumidores expressa alguma queixa quando deseja adquirir um novo exemplar.

Em entrevista ao site Sul21, João Pedro Dullius, proprietário da rede de livrarias Beco dos Livros, destaca um dos motivos para os preços praticados no mercado editorial: “a diferença básica que existe entre o Brasil e os principais países europeus e os Estados Unidos é que lá, quando um livro é lançado, há duas versões: uma pocket (formato de bolso), que vende milhares de exemplares e é para o consumidor comum e a brochura que é para aquela pessoa que tem poder aquisitivo maior ou para as universidades e bibliotecas. Os últimos são livros de melhor acabamento, ideais para serem consultados”.

Diante de um contexto no qual a frase “livro no Brasil é caro” parece estar cada vez mais em vigor, é possível perceber algumas alternativas que podem ser promissoras se aplicadas a um número maior de cidades e municípios.

A Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro inaugurou a nova unidade do “Projeto Mais Leitura: ler é o maior barato”. A agência atende no Shopping Bay Market em Niterói, região metropolitana do Rio. Com localização estratégica – a loja fica ao lado do cinema – a ideia é oferecer ao cidadão livros novos das mais importantes editoras por preços a partir de R$ 2,00.

Thaís Carvalho, gerente da unidade, fala sobre o projeto: “Foi uma ideia do governo, que solicitou uma parceria com a Imprensa Oficial. As editoras apoiaram fornecendo livros a preços populares e nós disponibilizamos esse material ao público”.  Segundo Thaís, o Mais Leitura já esteve presente em feiras e eventos e conta com uma versão itinerante. São cerca de 10 mil títulos disponíveis em um caminhão adaptado que percorre os municípios do Rio.

Durante as duas semanas de funcionamento da unidade Bay Market, o público tem se mostrado diversificado. “Esse início superou nossas expectativas. Em nenhuma das agências temos um perfil definido de público. Os interesses são bem diversificados e as pessoas agradecem por estarmos perto delas. Quanto mais crescermos, mais lugares poderemos alcançar”, comenta Thaís.

A seleção das obras é realizada a partir de listagens disponibilizadas pelas editoras interessadas. Thaís chama a atenção para a qualidade do material: “Procuramos sempre bons livros e as editoras querem seus nomes no Projeto”.

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Projeto Mais Leitura (Foto: Divulgação)

Veja os endereços e contatos das demais unidades do Projeto Mais Leitura:

Agência São Gonçalo
Avenida São Gonçalo, 100 (São Gonçalo Shopping), 3º Piso
Rio Poupa Tempo, Boa vista – São Gonçalo
Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h e sábados das 9 às 13h.

Agência São João de Meriti
Rodovia Presidente Dutra, 4.200 –
Rio Poupa Tempo, Jardim José Bonifácio, São joão de Meriti – RJ
Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h e sábados das 9h às 13h.

Agência Bangu
Rua Fonseca, 240 (Bangu Shopping), 2º Piso
Rio Poupa Tempo, Bangu – RJ
Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h e sábados das 9 às 13h.

**Matéria publicada originalmente na Revista Biblioo: cultura informacional, out. 2013.