Itaboraí: Biblioteca abre exposições de ilustrações e obras raras

Biblioteca Municipal Joaquim Manuel de Macedo, em Itaboraí (Foto: Reprodução)

A Biblioteca Municipal Joaquim Manuel de Macedo, em Itaboraí, região metropolitana do Rio, realiza na próxima quarta-feira, a partir das 17h, a abertura de duas exposições. A primeira, chamada de “Analógico e Digital”, do professor Carlos Alexandre Chavão, trata de ilustrações coloridas com a técnica aquarela. A segunda apresenta obras raras, em homenagem ao Dr. Heitor Costa, herdeiro do jornal “O Itaborahyense”, com itens de seu acervo pessoal. As informações são do jornal “O São Gonçalo”.

Segundo o gestor da instituição, Wanderson Silvas, o projeto possibilita a vivência das artes compostas por elementos diversos, sejam eles históricos ou modernos.

“A exposição proporciona a ampliação dos conteúdos conceituais para a formação dos artistas locais, constituindo uma excelente oportunidade para a percepção das obras expostas e sua relação com o espaço”, afirmou Wanderson ao jornal.

Morador de Itaboraí, Carlos Alexandre Chavão é professor de História no município e servidor há 24 anos, lotado no Centro de Memória da Biblioteca Municipal. Carlos iniciou na pintura com aquarela há três anos. “Nosso mundo foi invadido pela informática e esse é um caminho sem volta. Sendo assim, nossas vidas se transformam em uma mistura de elementos analógicos, humanos, naturais, biológicos – que tem um ritmo próprio – e outros ligados à introdução instantânea, bits, hardware, software, etc. Esses elementos andam juntos, mas nem sempre se entendem”, comentou.

O jornal “O Itaborahyense” foi fundado, em 1895, pelo avô do Dr. Heitor Costa, Hermeto Luis da Costa, e posteriormente passou para as mãos do seu pai, Hermeto Luis da Costa Jr. É considerado o terceiro jornal mais antigo do Estado do Rio de Janeiro. Caracterizou-se por ser um jornal da família que, desde os tempos do Império, difundia informações, notícias e a cultura da cidade.

A exposição gratuita fica até o dia 13 de setembro. A biblioteca funciona na Praça Marechal Floriano Peixoto, 39, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Mais informações pelo email: bibliomacedo@itaborai.rj.gov.br.

“POR QUE A SUA ESCOLA DEVERIA TER UMA BIBLIOTECA?”

Biblioteca escolar: fundamental para o desenvolvimento intelectual (Foto: Reprodução)

A resposta poderia começar com uma explicação bem direta: porque está na lei Nº 12.244, promulgada em 2010. Mas a legislação para bibliotecas escolares é apenas o fim de uma longa história por trás do direito ao livro. É preciso, sobretudo, compreender o direito à arte, à cultura e à informação que as bibliotecas proporcionam e o papel da escola nesse cenário.

Apesar de sermos um País democrático, há pouca democracia no acesso a espaços culturais, muitas vezes reservados a grupos sociais com maior poder aquisitivo ou onde a mobilidade seja mais fácil, como nos grandes centros urbanos. Segundo dados do IBGE de 2015, poucas cidades brasileiras dispõem de museus (37%), teatros (23,4%) ou cinemas (10,5%).

O mundo digital, apesar da potência para disseminar cultura e conhecimento, também está distante de boa parte das crianças e jovens de escolas públicas devido à má qualidade do acesso à internet e da falta de preparo para lidar com a cultura digital. Apenas 56% das escolas públicas utilizam os laboratórios de informática disponíveis, de acordo com a recém divulgada pesquisa TIC Educação 2016.

Outro dado interessante é o da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2015 que aponta que 30% da população brasileira nunca comprou um livro. Isso é compreensível, dado que, por uma série de fatores que vão desde as pequenas tiragens até o custo da matéria-prima, o livro ainda é artigo de luxo por aqui.

É nessa aridez de circulação de ideias e arte, portanto, que as bibliotecas escolares surgem não apenas como equipamentos fundamentais para o incentivo ao hábito da leitura como também espaço de contato com diferentes suportes tecnológicos e diversidade cultural, como pontua Sandra Medrano, coordenadora pedagógica da Comunidade Educativa CEDAC.

Os dois modelos presentes nas escolas brasileiras são as salas de leitura e as bibliotecas. O primeiro não exige bibliotecário e o segundo, sim. Independentemente disso, os dois funcionam como canais de promoção da leitura e da cultura e devem estar presentes em todos os estabelecimentos de ensino. Mas não é isso o que acontece. Segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica, do Todos Pela Educação, em parceria com a Editora Moderna, apenas 13,3% das pré-escolas têm salas de leitura; 46,4% das escolas de Ensino Fundamental têm bibliotecas ou salas de leitura; no Ensino Médio, o índice é de 86,5%.

Além disso, ter o espaço não é tudo. Dada sua centralidade na democratização do saber e da fruição estética, as bibliotecas ou salas de leitura precisam contar com acervos, equipamentos e profissionais de qualidade. Medrano descreve algo que em nada lembra o modelo que vem à mente de muitos quando se fala de bibliotecas:

– Deve ter uma variedade de materiais impressos e digitais: livros, revistas, jornais, gibis, folhetos, fanzines, considerando a diversidade de gêneros e a diversidade da produção.

– Deve contar com meios para acesso às produções e às novas formas de leitura, computadores, tablets, leitores digitais e com formas para produção e compartilhamento de informações, como projetores, filmadoras, copiadoras, máquinas fotográficas etc.

– É preciso contar com uma equipe de profissionais formada e consciente de suas atribuições como mediadores e formadores de leitores. Profissionais que possam criar e propor atividades de exploração e apropriação dos acervos e também de buscas de novas fontes, que formem estudantes interessados pela informação.

– O local também deve contar com espaço para exposição e acesso facilitado aos acervos (físicos e digitais) e equipamentos, mobiliário que permita o manuseio.

Dessa maneira, não se trata de juntar num canto uma série de livros que logo se transformam em depósito de poeira. Christine Fontelles, outra especialista no assunto e fundadora do Movimento Por um Brasil Literário, além de endossar todos os pontos levantados por Medrano também destaca a importância da abertura das bibliotecas escolares à comunidade. Esse equipamento deve permitir que os livros circulem entre alunos e pais (seja via empréstimo, seja em atividades de compartilhamento de leitura), fortalecendo uma comunidade leitora mais ampla. Na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, acontece uma experiência inspiradora.

A rede municipal de ensino oferta, desde 2007, as Bibliotecas Escolares Interativas (BEIS) que abrem uma vez por semana para que pais e vizinhos possam utilizar o espaço e fazer empréstimos.

A sala de leitura ou biblioteca também deve estar orientada ao público que ela atende, é o que pontua Fontelles, fornecendo um acervo com obras que atendam à demanda dos frequentadores – por exemplo: oferta de gibis e mangás para um público juvenil – e organizado de maneira a facilitar o acesso – por exemplo:  acervos com sessões separadas por cores.

Caso a escola de sua comunidade não tenha biblioteca ou o potencial da existente esteja sendo mal explorado, fale com a direção da escola. Vale ressaltar que as creches e pré-escolas também devem possuir salas de leitura ou bibliotecas, pois a cultura escrita não tem idade e quanto mais cedo o contato com ela maiores as chances de desenvolver bem o hábito leitor.

Como foi citado no início do texto, a biblioteca escolar é assegurada em lei e deve ser universalizada até 2020. Apesar disso, nem mesmo o Governo Federal, responsável pela compra dos acervos, tem colocado esses equipamentos em sua lista de prioridades. Desde 2013, o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) está paralisado e não compra livros.

Sociedade e poder público devem trabalhar juntos pela universalização e garantia de qualidade das bibliotecas escolares e salas de leitura. Negligenciá-las é negar uma Educação Integral, o direito à arte e à cultura.

Fonte: O Globo

Poesia Agora: Caixa Cultural apresenta trabalho de mais de 500 poetas

Caixa Cultural leva ao público a experiência da poesia (Foto: Divulgação)

Uma ótima opção para os amantes da poesia. A Caixa Cultural do Rio de Janeiro apresenta ao público a maior exposição do gênero no país. Estão reunidos os trabalhos de mais de 500 poetas brasileiros e estrangeiros, entre textos, livros, vídeos, fotos, registros sonoros e saraus.

A mostra contempla diferentes abordagens, divididas em alas. A ideia é transmitir ao visitante um mapeamento do cenário da poesia contemporânea em diferentes regiões do país, além de inspirar o público a criar seus próprios versos.

Em cartaz até 06 de agosto.
Entrada franca.
Local: Caixa Cultual – Av. Almirante Barroso, 25, Centro.

Paço Imperial promove exposição sobre o fotógrafo Marcel Gautherot

Gautherot: fotografias em exposição (Foto: Divulgação)

Basta olhar para o antigo prédio do Paço Imperial, construído no século XVIII, para voltar no tempo. Essa imagem do passado ganha ainda mais ênfase com a exposição do fotógrafo francês Marcel Gautherot (1910-1996).

Gautherot  viveu a maior parte de sua vida no Brasil e produziu extensa documentação fotográfica sobre o país. Viajando por todo o território brasileiro, construiu uma obra de extraordinária qualidade estética nos dois domínios que privilegiou − a fotografia etnográfica e a fotografia de arquitetura.

Exposição Marcel Gautherot – Brasil: Tradição, Invenção.
Em cartaz até 20 de agosto. Entrada franca.
Local: Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48, Centro.

Após jogos olímpicos, atrações culturais movimentam área revitalizada no Rio

Quatro meses após os jogos Rio 2016, áreas como o Boulevard Olímpico continuam movimentadas. AquaRio é a novidade da zona portuária.

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OPÇÕES CULTURAIS. Áreas revitalizadas recebem turistas de vários lugares (Foto: Thiago Cirne).

A zona portuária entrou definitivamente no roteiro dos turistas que visitam o Rio de Janeiro. Grande parte desse prestígio se deve aos Jogos Rio 2016, quando cerca de 4 milhões de pessoas passaram pelo espaço.

Muitos dos que não acompanharam as partidas, exibidas em telões instalados no chamado Boulevard Olímpico, guardaram a oportunidade para depois, e, agora, frequentam o local. Mas, o que pode ser visto atualmente na Praça Mauá e em seus arredores? A resposta é simples e atende a vários gostos: food trucks, museus, feiras, passeios no VLT e a mais nova atração, o AquaRio. 

Praça XV

O slogan “Quem te viu, quem te vê” não parece exagero. Após a retirada do elevado da Perimetral, entre 2013 e 2014, a histórica Praça XV ganhou novos moldes – que acompanharam as alterações no antigo “Mergulhão”, transformado no novo túnel Marcello Alencar. Algumas mudanças paisagísticas também foram realizadas. A praça ganhou um dos pontos do VLT (ainda em fase de testes) e marcou o início do Boulevard durante os jogos. Além de passagem para quem é usuário das barcas, o local recebe corredores e skatistas. 

Pira da Candelária

Parada obrigatória para selfies durante os jogos, a pira olímpica, localizada em frente à Igreja da Candelária, permanece no local. A escultura foi instalada em uma praça, também remodelada. Outro atrativo é a proximidade do Centro Cultural Banco do Brasil.

Museu do Amanhã

Visitantes observam as exposições do Museu do Amanhã (Foto: Thiago Cirne).

Visitantes observam as exposições do Museu do Amanhã (Foto: Thiago Cirne).

Pensar em revitalização da Praça Mauá sem lembrar do Museu do Amanhã é praticamente impossível. O prédio, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, foi inaugurado em dezembro de 2015. Prestes a completar seu primeiro ano de funcionamento, a atração recebe visitantes de todo o mundo. A proposta é a conscientização sobre as mudanças climáticas e a condição do homem no mundo atual e futuro. “Após os jogos o museu continua recebendo um grande número de visitantes e isso é bastante positivo”, afirmou um funcionário do Museu do Amanhã, ressaltando ainda que a Praça Mauá também segue recebendo muitos turistas.

Mural “Etnias”

A obra de Eduardo Kobra possui 2,6 mil metros quadrados e chama a atenção pela precisão e qualidade nos desenhos. Registrar uma fotografia diante dos painéis tem ainda um significado especial: trata-se do maior grafite do mundo, de acordo com o Guinness Book.

VLT

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VLT: novo meio de transporte conquistou os turistas (Foto: Thiago Cirne).

Após um longo período de obras, a Avenida Rio Branco passou a conviver com seu novo e ilustre meio de transporte: o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). A atração é um projeto da Prefeitura da Cidade e promove a interligação da região portuária ao aeroporto Santos Dumont.  O primeiro trecho do VLT tem aproximadamente 14 km de trilhos. O segundo trecho fará a conexão entre a Central do Brasil e a Praça XV, informa o site VLT Carioca.

AquaRio

Crianças e adultos visitando um aquário marinho não é mais (apenas) cena de filme. Inaugurado em novembro, o equipamento possui 26 mil m2 de área construída e 4,5 milhões de litros de água, sendo o maior da América do Sul. Reúne 350 espécies e promove exposições sobre temas relacionados ao ambiente marinho e aquático. Um acordo com a Prefeitura garante visitas escolares gratuitas aos estudantes da rede pública municipal, mediante agendamento prévio.

 

Trovador Gilvan Carneiro da Silva é homenageado em SG

O Diário da Poesia irá homenagear, no dia 09/12, às 19h, no Restaurante Sintonia Fina, o renomado poeta e trovador Gilvan Carneiro da Silva. O evento, que tem a coordenação do poeta e professor Renato Cardoso, contará com mais de 25 apresentações.

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Gilvan Carneiro: homenagem em SG (Foto: Divulgação)

Gilvan Carneiro da Silva, residente em São Gonçalo, nasceu em 20 de janeiro de 1945 na cidade de Niterói, filho de José Joaquim Pereira da Silva e Maria do Carmo Carneiro da Silva. Foi vencedor de diversos concursos de trovas em âmbitos nacionais e internacionais. É conhecido como “professor”, devido ao seu alto grau de conhecimento sobre trovas. Pertence à Academia Gonçalense de Letras e à UBT de São Gonçalo, da qual já foi Delegado e Presidente. Aposentado, arquitetura e magistério foram seus ramos de atividade. Com diversos livros publicados, o trovador passeia pela poesia, trova e prosa com tamanha maestria, digna dos grandes mestres.

Declamando as poesias do homenageado e autorais, o evento contará com a participação dos poetas José Francisco Rodrigues, Marcelo Motta, Carlos Galeno, Nereis Ribeiro, Fátima Daniel, Ivone Rosa, Mariângela Tavares, Carlos Alberto Oliveira, Kleber Marques, Walter Turbano, Jota Sobrinho, Lucia Malta, Fabio Hartmann e Renato Cardoso.

Já na música haverá a presença dos cantores Vitor Adolfo, Onofre Esteves, Letícia Medina e do Trio Os Usufrutuários e da Banda Tétrade. Além do ator Elcino Dello Carmo e do casal de bailarinos Vinicius Matos e Juliana Medina.

Serviço:
Local: Restaurante Sintonia Fina
Endereço: Avenida Presidente Kennedy, 673 – Centro – SG.
Telefone: 994736353
Entrada gratuita.

 

“O Pequeno Príncipe” com recursos de acessibilidade

Fonte: Acessibilidade em Bibliotecas

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“O Pequeno Príncipe”: clássico da literatura ganha versão de acessibilidade (Reprodução)

O livro “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, já está disponível gratuitamente com diversos formatos e recursos de acessibilidade. O conteúdo é gratuito e de livre acesso.

“O Pequeno Príncipe” conta a história de um piloto que cai com seu avião no deserto. Ali ele encontra uma criança loura e frágil que diz ter vindo de um pequeno planeta distante. Convivendo juntos, os dois repensam valores e refletem sobre o sentido da vida. A história sensível e comovente é um dos maiores clássicos da literatura.

A obra disponível conta com os seguintes recursos: Audiolivro, Descrição das Imagens, Tradução e interpretação em Libras, Legendas, Daisy com voz humana, Daisy com voz sintética, Leitura Fácil, TXT, Leitura Ampliada, Leitura Ampliada com contraste e PDF.

Este é o primeiro dos 25 livros que serão disponibilizados online pelo Projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas. Nesta coleção encontram-se clássicos da literatura, autores contemporâneos já consagrados e escritores que se destacam no cenário atual da literatura brasileira.

A espera acabou

Fonte: O Fluminense

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Reserva Cultural Niterói (Foto: Divulgação)

A sétima arte vai tomar conta de Niterói a partir do próximo mês. Isso porque, já tem data para chegar ao fim a espera da aguardada inauguração do Reserva Cultural Niterói, um complexo de cinema e lazer que faz parte do Centro Petrobras de Cinema. As portas do novo espaço cultural da cidade serão abertas para o público a partir do dia 1º de setembro.

Com investimento aproximado de R$ 12 milhões, o espaço contará com cinco salas de cinema com capacidade para mais de 600 pessoas no total, além de livraria, bistrô, restaurante e galeria de arte. “A proposta é providenciar o maior conforto possível com uma qualidade de som e imagem acima da média. O complexo contará com cinco salas, totalizando 625 lugares. As salas 1 e 2 serão equipadas com sistema de projeção 3D e som, concebido especialmente para o projeto. Estamos otimistas, mas sabemos que precisaremos de muita dedicação para conquistar os corações niteroienses. Em nossas pesquisas de mercado a avaliação do público foi excelente”, explica Jean Thomas Bernardini, presidente do Reserva Cultural, empresa responsável pelo projeto.

Idealizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o complexo cultural, localizado no bairro de São Domingos, faz parte do conjunto arquitetônico denominado Caminho Niemeyer. Com 8,3 mil metros quadrados, foi concebido para ser o maior museu cinematográfico do País e contribuir para a revitalização do bairro. Nesta edificação, as cinco salas de exibição ficam no andar superior e contam com proteção térmica e acústica e lotações diferentes que variam de 100 a 200 lugares cada. “Toda programação de cinema é finalizada na terça-feira anterior a quinta de estreias nacionais. Aqui será a mesma coisa. Por exemplo, na quarta, dia 31, estaremos com a programação em mãos, que será divulgada tanto aqui no espaço, como nos principais veículos de comunicação. O preço e os horários também serão os mesmos que o público já está acostumado nos cinemas de Niterói”, explica a francesa que mora em São Paulo, Laure Bacqué, sócia diretora e fundadora do complexo paulista Reserva Cultural.

Serão sete espaços dentro do complexo. Estão confirmados uma livraria, uma galeria de arte, uma loja de CDs, dois restaurante e um bistrô, localizados no térreo. Os visitantes também poderão usufruir de um estacionamento com 180 vagas na área externa. “Não faltam atrativos. No térreo, três espaços gastronômicos: o Bistrô Reserva, a Mística Pizza e o Bizu Bizu. E, ainda, outros espaços, como a prestigiada Blooks Livraria. Aos domingos, teremos piquenique na grama do espaço com diversões para as crianças. Na parte de cima, no andar do cinema, haverá uma bombonière e um bar com mesas internas e externas com vista para o belíssimo pôr do sol daquele local”, destaca Bernardini.

Inaugurando as exibições, dia 24, será a pré-estreia nacional (apenas para convidados) do filme “Aquarius”, do diretor Cléber Mendonça Filho, que concorreu à Palma de Ouro, em Cannes, neste ano. O Reserva Cultural Niterói segue os modelos da sua matriz, em São Paulo. Assim, a exibição dos filmes terá uma proposta diferente do convencional, oferecendo ao público, principalmente, filmes do cinema latino-americano, europeu e produções independentes. O Centro Petrobras de Cinema é um dos principais projetos do complexo arquitetônico do Caminho Niemeyer e o contrato de exploração com a empresa paulista é válido por 25 anos. “Foi feita uma parceria público privada, na qual confio no potencial, já que os sócios tem um grupo de sucesso em São Paulo, com muita experiência na área cultural. O complexo é de alto nível e a cidade só tem a ganhar. Já estamos com projetos em andamento para o Museu do Cinema, que não integra a concessão, porém ainda não temos previsão de inauguração”, adianta o presidente do Caminho Niemeyer, Rogério Aguiar.

Além do contrato de concessão, a Prefeitura de Niterói também fará investimentos no complexo, no espaço que se assemelha a um rolo de filme, que não faz parte da concessão (como adiantou Rogério). Na área será construído o Museu do Cinema, focado no cinema documental brasileiro; um auditório multiuso para festivais de cinema; e um núcleo de produção digital e audiovisual, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). “Temos o maior interesse em fazer mais projetos em conjunto com a UFF, já tivemos até uma primeira conversa a respeito. Queremos também criar um convênio para oferecer essa programação para o público universitário. Vale lembrar que não se trata de uma adaptação, mas, sim, um projeto do mestre Niemeyer, feito para ser um polo cinematográfico. Iremos ocupar o espaço exatamente da forma que ele foi projetado”, explica Bacqué.

Para o Presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), André Diniz, o complexo tem tudo para se tornar uma referência para o cinema brasileiro. “Ninguém levava fé que esse espaço pudesse ficar pronto, pois era um local parado há mais de dez anos. Mas, agora, a gente tem a felicidade de inaugurar a primeira parte do complexo. É um espaço único, importante não só para Niterói, mas para todo Brasil”, ressalta André.

E lá se vai a Rádio Cidade…

Logo adotada após o retorno da rádio, em 2014.

Logo adotada após o retorno da rádio, em 2014.

Neste fim de semana sintonizei o rádio do meu carro e levei um susto. A frequência 102,9 tocava, naquele momento, um “pagodinho”. Achei estranho e de início pensei ser uma brincadeira, mas a música insistiu. Ao verificar a internet, o susto se concretizou. “Fim da Rádio Cidade”.

De acordo com o site Rádio de Verdade, a Cidade enfrentou uma série de dificuldades ao manter uma programação segmentada e mais uma vez saiu do dial carioca. “Pra termos uma ideia, das 50 músicas mais tocadas nas rádios brasileiras, nenhuma é do gênero rock”, informava a página.

A Rádio Cidade entrou no ar em 1977 e foi extinta em 2006. Retornou em 2014 depois que a Jovem Pan deixou vaga a frequência, fazendo com que vários músicos e fãs lançassem uma campanha para seu retorno. Agora a rádio passará a funcionar exclusivamente pela internet.

Logo adotada nos anos 2000.

Logo utilizada nos anos 2000.

Obviamente, cabe destacar que todos os gêneros musicais fazem parte de nossa cultura, que é, essencialmente, plural. E, por essa razão, o dano parece bastante simbólico. Os fãs de rock ficam, mais uma vez, sem alternativas quando o assunto é rádio. Uma pena.

Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta a 59ª edição da exposição World Press Photo

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Exposição World Press Photo 2016 acontece até 19 de junho (Foto: Divulgação)

Imagem dos refugiados na Europa foi a vencedora do prêmio principal. Fotógrafo brasileiro recebeu dois prêmios em diferentes categorias

Fonte: Agência Caixa de Notícias

A 59ª edição do World Press Photo, que é considerado o mais prestigiado concurso internacional de fotojornalismo, leva à CAIXA Cultural Rio de Janeiro, de 18 de maio a 19 de junho (terça-feira a domingo), a exposição dos mais impactantes registros fotográficos da imprensa mundial do último ano. São 164 imagens sobre temas como política, economia, esportes, cultura e meio ambiente. A mostra tem entrada franca e patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

A World Press Photo do Ano, a grande vencedora, foi a imagem Esperança por uma nova vida, do australiano Warren Richardson. A foto apresenta um momento angustiante na fronteira húngaro-sérvia, em agosto passado, no instante em que um homem passa o seu bebê através do arame farpado. Richardson ficou acampado com os refugiados durante cinco dias, quando um grupo de 200 pessoas chegou para tentar atravessar a fronteira. A imagem contou apenas com a iluminação da lua para que o flash não atraísse a polícia que estava por perto.

“Desde o início, nós olhamos para esta fotografia e soubemos que era importante. Tem muito poder na sua simplicidade, pelo simbolismo do arame farpado, e dá uma noção visual do que está acontecendo com os refugiados”, explica Francis Kohn, presidente do júri e diretor de fotografia da Agence France-Presse.

Nesta edição, o Brasil está representado pelo fotógrafo brasileiro Mauricio Lima, premiado em duas categorias, e pelo Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que foi cenário de série de fotos do espanhol Sebastián Liste.

Nascido em São Paulo, Mauricio Lima ganhou o 1º lugar na categoria Notícias Gerais, com a imagem de um adolescente de 16 anos – militante do Estado Islâmico, ferido na guerra da Síria –, feita para uma reportagem do New York Times, e o 2º lugar na categoria Vida Cotidiana, com a foto de um grupo de crianças da tribo Mundurucu brincando no Rio Tapajós, no Pará, feita para a Al Jazeera America, numa reportagem sobre a construção de hidrelétrica na região que pretende alagar grande parte das terras da tribo.

Lima é um dos fotógrafos brasileiros mais requisitados por veículos de comunicação internacionais e um dos principais colaboradores do NY Times. É vencedor do Prêmio Pulitzer 2016, junto com outros três profissionais, e foi eleito Fotógrafo do Ano pelo POY Latam, o maior e mais importante concurso de fotografia da América Latina.

Os brasileiros também vão se identificar com a série fotográfica do espanhol Sebastián Liste, que recebeu o 3º lugar na categoria Vida Cotidiana. Liste fotografou a rotina do Papo Reto, coletivo de mídia independente do Complexo do Alemão, que registra a vida dos moradores da comunidade.

O World Press Photo 2016 atraiu inscrições de todo o mundo: 5.775 fotógrafos de 128 nacionalidades inscreveram 82.951 imagens. O júri distribuiu prêmios em oito categorias para 41 fotógrafos de 21 países: Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Irã, Itália, Japão, México, Portugal, Rússia, Eslovênia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Síria, Turquia e EUA.

“Há anos a World Press Photo vem abordando a questão dos refugiados de conflitos no Oriente Médio e África. Não fosse pelas fotografias, talvez não soubéssemos a real gravidade do que está acontecendo. É uma das maiores crises humanitárias da História”, enfatiza Rafael Ferraz, organizador da exposição e sócio da Capadócia Produtora Cultural, responsável há nove anos por trazer a mostra ao Brasil.

A World Press Photo, organização independente sem fins lucrativos, promove o mais importante concurso internacional de fotojornalismo. A fundação está empenhada em apoiar e promover altos padrões de qualidade na fotografia, com o objetivo de gerar interesse e reconhecimento no grande público pelo trabalho dos fotógrafos e de outros jornalistas visuais, e pela livre troca de informações.

Serviço:
Exposição World Press Photo 2016
Entrada franca
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Data: 18 de maio a 19 de junho de 2016 (terça-feira a domingo)
Horário: 10h às 21h
Classificação indicativa: 16 anos
Agendamentos: agendamento@gentearteirarj.com.br ou (21) 3980-4898
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal