Big acervo

RIO – A linguagem jovem e o estilo informal adotados pelas rádios pop/rock no Brasil são facilmente indentificados pelo seu público. O comunicador geralmente está próximo do ouvinte, conhece de perto o dia a dia dos artistas e sabe o que seu público deseja. Quem está do outro lado do rádio quer proximidade. Um “boa noite” simples, ou um “Você ouviu a música tal…” nem sempre tem o alcance do “Fala, galera!!!”, ou “Agora você curte…”.

A forma descolada de apresentação teve como um dos principais precurssores Newton Alvarenga Duarte, mais conhecido como “Big Boy”. Tendo a irreverência como marca principal, o professor de geografia dedicou-se à música e escreveu seu nome na cultura nacional dos anos 70 atuando como radialista, DJ e apresentador.

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Newton Alvarenga, o “Big Boy” (Foto: Reprodução)

Ainda jovem (Big Boy faleceu aos 33 anos, em 1977), possuía um raro acervo de 20 mil títulos, entre LPs e Compactos, nos mais variados gêneros musicais: rock, jazz, soul music, entre outros ritmos. Big Boy era conhecido como uma figura à frente de seu tempo e atuou em rádios como Mundial e Excelsior. Programas como  Ritmos de Boite e Big Boy Show se popularizaram, alcançando grande sucesso junto ao público, ao mesmo tempo em que BB brilhava como DJ dos Bailes da Pesada.

Parte de sua história e de seu acervo estão disponibilizados no Facebook através da página Big Boy Rides Again (BBRA), elaborada pela ex-mulher, Lúcia Duarte e pelo filho, Leandro Petersen. Mais de 3 mil pessoas já curtiram o endereço, no ar desde junho de 2013.

O Facebook foi escolhido como canal de divulgação justamente por sua popularidade. “De um jeito ou de outro, todo mundo acaba dando uma passada ou ouvindo falar acerca do que está circulando por lá pela facilidade de interação com o público e também pelo fato de ser um meio simples de públicação que permite disponibilizar o conteúdo de forma ágil”, afirma a administração da BBRA.

O acervo de Big Boy está dividido em três partes: a discoteca – sob guarda do filho Leandro Petersen que pesquisa o material; os impressos e iconográficos, guardados com Lúcia Duarte, e a filmoteca, depositada em comodato no  Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, comenta a administração da página.

Relembrar a atuação de Big Boy é, ao mesmo tempo, ratificar a importância de sua influência no panorama discográfico nacional pois, até hoje, muitos bebem em sua fonte. Para quem gosta de música, seu legado se consolida, sobretudo, como relevante acervo cultural.

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